13 de março de 2010

Entalada entre dois mundos, simplesmente, por gostar dos dois ;-)

Saber como reparar coisas, tem sido uma verdadeira catástrofe nas minhas relações afectivas. Grande ajuda para afundar um casamento e já vou, na 3ª união de facto. As aparências iludem e por acaso, até sei usar a cabeça com que nasci ;-)
S
e, no trabalho, entre "machos", os homens, não gostam de mostrar que sabem menos, uma mulher que saiba usar o cérebro, pode ainda acabar, numa autêntica tragédia Grega ;-)
Se caio na asneira de dizer que o problema do carro é isto ou aquilo, acaba sempre, "por sorte é que acertaste".
Se não tenho paciência para esperar, pelo tempo certo, o humor apropriado, o dia correcto e acabo por resolver um problema, claro que nunca está como devia, fariam sempre melhor ou de outra maneira.
Outro senão, têm sido as ferramentas, especialmente as eléctricas, agora as coisas, finalmente melhoraram, mas antigamente, berbequins, aparafusadoras e afins, faziam parte de uma verdadeira conspiração, pois estavam, completamente, proibidas ao sexo fraco, ergonomicamente desenhadas e super pesadas, só podiam ser usadas por mãos gigantes, peludas e musculadas. Só quem conseguisse comer à refeição, pelo menos, 3 pratos de feijoada e beber um garrafão de tinto, lhes conseguiria pegar.
Por isso, foi com "verdadeira alegria", quando consegui, as minhas maravilhas eléctricas, "pequeninas e jeitosinhas", com a medida certa para as minhas mãos.
Para mim, muito mais interessantes, confesso que sou capaz de perder mais tempo, nas Casas de Ferragens e nas Lojas de Tintas, do que nas lojas de roupas ou sapatos e isto, é um verdadeiro crime para os homens, porque arranjos e pinturas ao gosto masculino, não podem passar do rímel ou da lingerie.
É claro que isto da Bricolage, teve o seu ponto de partida, no curso que tirei: Design de Equipamento ;-) Foi a partir daqui que o "bichinho da curiosidade" se instalou e o perpétuo desejo de querer saber como se faz. Juntando o útil ao agradável, ainda se consegue poupar dinheiro ;-)
Como mulher e sem padrinhos ou cunhas, depois do curso, as possibilidades ficaram limitadas ao ensino e a outras profissões mais "leves".
Não foi para a minha geração mas, felizmente, apesar de devagar, devagarinho, as coisas têm vindo a mudar.No entanto ainda há uma certa "mania" das profissões mais "bonitas ou adequadas" para o sexo feminino.
Não esquecer que quando eu andava no secundário, o meu pai, já tinha definido os respectivos castigos, para o meu irmão e para mim, no caso de não passarmos de ano.
Ele ia para a oficina, trabalhar com ele e eu, para criada de servir. Claro que nunca, nenhum de nós chumbou, porque naquele tempo, promessa de pai era como a lei de Moisés, escrita em pedra e para se fazer cumprir.
Mas se o meu irmão, entrava em pânico, só de pensar em enfiar as mãos em óleo de motor sujo, eu perguntava aos meus botões, porque raio não havia ele de ir para mordomo e eu ir para a oficina? De qualquer modo, ainda bem que assim foi, porque se calhar, eu até tinha chumbado, de propósito ;-)

3 comentários:

  1. Nos nossos tempos, acho que as diferenças profissionais entre sexos caminha para o desaparecimento.

    Contudo ainda existem algumas nuances a serem corrigidas.

    BOM FDS
    Bjks da M&M & Cª

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  2. Isa ,
    De facto, não há trabalhos masculinos , nem femininos. Estes conceitos, são construções sociais e antropológicas arquitectadas pelas sociedades patriarcais e capitalistas ( que criaram a divisão do trabalho) para que as mulheres permanecessem em casa, tendo os homens , deste modo, assegurado o trabalho doméstico a cargo destas, para assim se sentirem livres de tempo para exercerem o poder económico, social e político.
    Comecei a aprender bricolage por necessidade , porque ( numa determinada época da minha vida) não tinha ninguém que o fizesse por mim ( e não poderia gastar dinheiro em tais tarefas) e por uma questão de autonomia e independência.
    Para além disso, acho muito sensual ver um homem na cozinha !
    Não custa nada e só tentar!

    Cumpts,
    Madalena

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  3. olha tive um desses 22 anos: eu é que sei, pronto desta vez tinhas razão, eu é que trato disso, não é preciso cá ninguém... e agora tenho montes de coisas para arranjar, mas pelo menos vi-me livre do empecilho: 1º porque dizia que fazia e nunca fazia, depois porque não deixAVA fazer e tb porque quando fazia saía burrada.
    bjs

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