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26 de novembro de 2010

20 de novembro de 2010

Notícias dos EUA ... Qualquer dia o Foose e o Max vão ter companhia ;))

(clicar na imagem p/ampliar)
Parece que foi precisa a Cimeira, para eu ficar a saber se é menino ou menina... ora... eu já sei, agora têm 50% de hipóteses de adivinhar ;)
Até já vi a ecografia... vantagens da net :)
O meu genro já comprou roupinha que faz publicidade à parceria... Luso-Americana ;)

6 de novembro de 2010

A propósito de uma foto do post anterior... tenho de fazer um pequenino esclarecimento ;)

Quando ele era pequenino, ensinei-o a gostar de todos os animais, pois agora, vou ter que lhe desensinar qualquer coisita... ;)))

Às 5:00 da manhã... está-me a dar forte... a nostalgia... ando desde as 2:00 de volta de fotos antigas... podia dar-me para pior ;)

A vida passa tão depressa...
Até os ursinhos de ontem... já são recordação ;)
Quanto à tecnologia, nem se fala... ela pedalava... ele acelera :)
Como de costume, se ele na escola tiver boas notas, lá vou eu gastar uma nota... para ele andar meia horita a fazer o gosto... ao volante ;)

21 de julho de 2010

Em continuação dos posts anteriores, este postal não poderia entrar no Passatempo...

... porque não é um Postal de Férias, no entanto é o que na minha colecção, de guardadora de memórias, será o mais antigo (fará este Outubro 81 anos). Pena que tenha chegado dentro de uma carta pois assim teria o selo colado.
A Margarida que aqui se fala era a minha avó e a Rosa, como tudo indica no conteúdo, sua irmã Rosa, portanto, uma das minhas Tias avós.
Como já referi uns posts mais atrás, este deve ser um dos inconvenientes de não querer sair de Portugal e de não ser mais uma emigrante como é hábito de família porque com esta mania de guardar tudo, tinha que levar muita tralha comigo ;)))

À conta do Passatempo (Post anterior) e por andar a remexer em postais, aqui vai mais um com 20/25 anos

(clicar p/ampliar)

20 de julho de 2010

Como resposta a um Passatempo

(clicar p/ampliar)
Foi lançado um Passatempo no blogue
Crónicas do Rochedo
A ideia é mostrar um Postal dos Correios do tempo de férias.
Não se poderá dizer que este é muito antigo pois tem apenas 20 anos, o nome e a morada foram tiradas porque ainda existe tudo, a pessoa e a rua ;)
Para o explicar basta dizer que a minha família sempre teve pessoas que emigraram e que acabaram por casar com pessoas desses países.
Tenho muitos parentes afastados que já não conheço ou que apenas vi, uma vez, há 20/30 anos atrás.
No caso deste postal, ela era filha de portugueses que casou com um holandês que não sabe nada de português. Sei que tenho família na França, Suiça, Holanda, ... Brasil e neste caso, sei que uma das filhas de uma das minhas primas, casou com um japonês.
Isto já deve ser coisa do ADN da família e talvez por isso, a minha filha acabasse por casar com um americano que, também, não percebe patavina de português ;)

12 de março de 2010

Há os heróis de todos, os de alguns e os que são só nossos

Estes são os meus heróis de ontem, de hoje e sempre. À sua maneira, contribuiram para moldar, muito do que sou hoje.
Contribuiram muito, mais do que com o seu ADN, pois nem meus pais, conseguiram superá-los, bem pelo contrário, mostraram-me a diferença que separa o comum, do extraordinário.
Mais do que avós maternos, foram os meus mestres na difícil arte de saber viver, mesmo quando o mundo parece fazer o possível e o impossível, para nos triturar.
Esta já é a terceira tentativa para começar a falar deles e apesar dela ter morrido há 6 anos e ele há mais de 10, hoje, a sua falta, é tão sentida, como no dia em que partiram.
Preparada e equipada com uma caixa de lenços, talvez seja desta, que consiga encontrar as teclas com as letras certas e conseguir vencer, uns olhos que teimam virar rio.
Será uma breve introdução, pois é um assunto demasiado grande e valioso, para poder ser formatado, em tamanho de post.
Margarida era a irmã mais velha de 9 irmãs e de um irmão que teve poucos meses de vida. Das suas irmãs apenas conheci 5, das outras, sei que duas gémeas morreram, com diferença de dias, aos 15 anos com escarlatina e outra com a chamada gripe espanhola.
O maior desgosto de Margarida, era o de não ter ido à escola, apesar das suas irmãs o terem feito, ela como filha mais velha, teve que ficar em casa para ajudar, num sítio, onde as fraldas, não descartáveis, nunca desapareciam.
Já mais velha, as coisas não melhoraram, o seu pai, por causa de uma pneumonia, morreu cedo, na casa dos 40, muito por culpa do seu trabalho, mas isso será outra história.
Casou com Manuel que teve a sorte de frequentar a escola primária, mas que aos 11 anos começou a trabalhar, cedo tinha ficado orfão, de pai e mãe, motivo pelo qual, foi educado por um irmão mais velho.
Talvez aqui, depois do seu casamento, se esperasse que tudo ia melhorar, engano completo, a mãe teve um AVC e ela novamente, ficou com a responsabilidade das irmãs e de uma mãe acamada.
É aqui que se nota a importância que teve o meu segundo herói, Manuel que passou a ter 3 empregos, um, onde entrava às 5 horas da manhã, outro, ao final da tarde e mais um, à noite. Ele ajudou a criar e a educar, as 5 irmãs de Margarida, até elas casarem e por elas, sempre foi considerado como um pai.
Duas pessoas que apesar de muitas dificuldades, lá iam conseguindo governar uma casa, onde viviam 9 pessoas, porque, no entretanto, nasceu a minha mãe.
Para complicar, também viveram a época dos racionamentos, da 2ª Guerra Mundial.
Se o meu avô trabalhava muito, pode-se só imaginar, o trabalho que havia em casa.
Apesar de não saber ler nem escrever, Margarida orgulhava-se de saber assinar o seu nome completo e do seu curso de corte e costura. Dona de casa exímia e perfeita, sempre me espantou, como é que alguém sem livro de receitas ou balanças, conseguia ser uma cozinheira de "mão cheia" e de como sempre conseguiu autênticos milagres, quando do pouco, fazia crescer para muito. (alguns desses segredos, tive a sorte de aprender)
Acho que eram, o par ideal em qualquer economia, ele tentava aumentar as receitas e ela tentava cortar nas despesas.
Quem os conheceu e mais tarde por mim confirmado, nunca ninguém, os viu zangados, nem eram apologistas, de discussões, palavras de queixume ou actos de resignação, só soube em adulta que também eles tiveram os seus problemas conjugais, mas se os tiveram, sempre os souberam resolver em privado.
O trabalho de Margarida era infindável, desde a comida até ao corte e costura, de todo o vestuário dos residentes. Os vestidos, estavam constantemente a ser alargados, apertados ou transformados. As fazendas dos casacos, quando já mostravam sinais de desgaste, eram viradas e a magia de uma nova face, era uma alegria para a futura locatária.
Hei-de voltar a falar deles, pois há muita coisa a acrescentar, mas para finalizar esta introdução, penso que à sua maneira, foram uns vencedores, o meu avô, antes de falecer, conseguiu comprar a última casa onde viviam e ainda conseguiu adquirir, o seu tão desejado automóvel, novinho em folha.
É certo que quando o meu avô faleceu aos 83 anos, Margarida nunca mais foi a mesma e 10 anos depois, acamou nos seus últimos 5 meses de vida. Perto de chegar aos 94 anos e completamente lúcida, pediu a fotografia de Manuel, beijou-a e ficou com ela nessa noite, morreu às primeiras horas da madrugada e, nesse dia, o mundo ficou muito mais pobre, pelo menos para mim.
E hoje, fico por aqui, antes que à conta da saudade, apanhe uma desidratação aguda ;-)

15 de outubro de 2009

Será que valeu a pena o meu bisavô José ...

...ter passado, de vez em quando, umas noites nos calabouços da Penitenciária de Lisboa?
Por ser Republicano convicto e ser contra a Monarquia, a sua mocidade foi marcada por muitas noites mal dormidas na P.L., onde, fora das celas ainda era obrigatório o uso de um capuz para cobrir o rosto, de modo a que não pudessem ver ou ser vistos pelos outros presos.
Esta fotografia foi tirada 11 anos, após a Implantação da República. Ainda bem que isso aconteceu, porque ele só pensou em casar nessa altura, antes disso a sua vida era demasiado incerta para formar família. No caso do 5 de Outubro de 1910 se ter atrasado, certamente eu não estaria aqui a escrever num blogue.
A minha avó materna ( filha mais velha) é a menina do lado esquerdo, com uma bota meio desabotoada porque, ainda em vida, me confidenciou que já lhe estavam muito apertadas, mas teve mesmo que ser, por serem as únicas que tinha, com melhor aspecto, para a fotografia.
José e Bárbara tiveram 10 filhas e um único rapaz que infelizmente, morreu à nascença.
Hoje na Assembleia da República, a grande maioria dos Deputados sentirá a responsabilidade e darão realmente algum valor aos que lutaram para eles poderem ali estar? Francamente, eu acho que não.

1 de setembro de 2009

Um pouco de história... familiar

A minha avó foi mãe aos 19 anos, a minha mãe foi aos 20, eu fui mãe aos 21 e avó aos 43, portanto a minha filha foi mãe aos 22, mas... para não ser uma história simples e fácil, fez produção independente ou seja a denominada "mãe solteira".

Assim sendo o meu neto, até aos 5 anos não teve falta de amas; mãe, avó, bisavó e trisavó.
Uma das grandes preocupações da minha vida foi sempre a minha indomável filha com os inevitáveis choques, das diferentes "maneiras de ser". Mas são conflitos naturais, uma repetição dos meus próprios conflitos de geração com a minha mãe (não foi fácil para ela o meu divórcio e as minhas três "uniões de facto").
Na verdade a minha família não é das mais tradicionais, já o meu pai, ainda no tempo em que isso era considerado quase crime social, foi também ele, filho de mãe solteira.
A vida dá muitas voltas, mas há certos momentos que parecem simples repetições do passado no presente, mas que felizmente são vividas com uma maior abertura de mentalidades.
É engraçado que muitas pessoas, fora da família, punham aquele ar dolorido de quem acha uma tragédia ter uma filha "mãe solteira", felizmente já tinha começado a aprender que não sendo doença grave ou morte, tudo o resto tem solução, é muito difícil mas basta querer. Por vezes sou uma pessoa que muito reclama mas que acaba sempre por fazer lembrar o velho ditado (cão que ladra não morde).
A minha filha foi trabalhar para E.U.A. e casou com um americano e por lá ficará a viver, até que a vida possa ou não dar outra volta e eu tenho vivido com o meu "mais filho, que neto" já com 8 aninhos (actualização de post:9), bom aluno, amigo e companheiro de dias cheios de ditosas alegrias e trabalheiras mas o único que consegue pôr-me em paz com o mundo e ao mesmo tempo dar-me força para lutar a tentar fazer deste mundo, um sítio melhor para viver.
Claro que fico "babada" com as suas obras de arte inesperadas.(na foto)
Vou tendo notícias da América, ainda bem que há net pois falamos pelo skype, se ela estiver bem eu fico ainda melhor.